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Percentual de cheques devolvidos até julho é o maior desde 2009

Percentual de cheques devolvidos até julho é o maior desde 2009



Foto: Felipe Souza / DM

Segundo indicador do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), no acumulado do ano (de janeiro a julho de 2016), esse percentual atingiu 2,34% ante 2,16% registrado no mesmo período do ano anterior

O percentual de cheques devolvidos sobre movimentados, no acumulado do ano (de janeiro a julho de 2016), atingiu 2,34% ante 2,16% registrado no mesmo período do ano anterior, segundo indicador do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Nessa mesma base de comparação, o percentual do mês de julho foi o maior da série histórica iniciada em 2009.

De acordo com o diretor do SCPC Passo Fundo, Valter Ceolin, esses dados representam uma surpresa para o Serviço. “É uma surpresa para nós esse aumento, pois o cheque é um meio de pagamento que está diminuindo seu uso. Acreditamos que, como a inadimplência está aumentando, alguns consumidores usam de outras maneiras para efetuar seus pagamentos. Quando acaba o dinheiro utiliza-se os cartão de crédito, quando acaba esse crédito se utiliza de outro meio de pagamento que é o cheque, e pode ser que, em função disso, aumenta esse índice”, argumenta.

Ainda, segundo Ceolin, o “esgotamento” dos meios de pagamento, forma uma “cascata” de inadimplência. “O uso do cheque para pagamentos é a última alternativa para alguns clientes, e isso surpreende. A inadimplência vinha diminuindo, pois a utilização dessa forma de pagamento diminuiu entre as pessoas físicas. Com o agravamento da crise,que esperávamos que seria mais curta, as pessoas se viram obrigadas a utilizar esse meio de pagamento e isso afetou no índice”, acrescenta o diretor do SCPC. Mesmo com o percentual elevado, os dados do SCP apontam que o número de cheques devolvidos como proporção do total de cheques movimentados recuou para 2,21% em julho de 2016. Com este resultado, o indicador ficou abaixo do registrado no mês passado (2,31%) e também inferior ao percentual de julho de 2015, de 2,24%.

Na comparação mensal, os cheques devolvidos diminuíram 8,8%, enquanto os cheques movimentados recuaram 4,9%, o que levou à queda do percentual no período.

“O índice desse aumento é pequeno, mas se torna importante por ter voltado, quando o normal desse percentual seria estar diminuindo”, aponta ainda Ceolin. O indicador do Serviço Central de Proteção ao Crédito mostra também, que no acumulado do ano, os cheques devolvidos recuaram 7,4%, enquanto os cheques movimentados diminuíram 14,5%. Separando os cheques devolvidos de pessoas físicas e jurídicas, na mesma base de comparação, observamos que a devolução foi 8,7% menor para as pessoas físicas e 4,2% inferior para as pessoas jurídicas.

Adaptando o consumo ao momento

Mesmo com a atual crise no país, Ceolin acredita que esses números deverão se estabilizar. “A princípio deve estabilizar, até por que as pessoas vão se adequando a esse momento de crise, ao seu consumo. Primeiramente, quando vem um momento de crise, acredita-se que ele não dure tanto tempo, e as pessoas, com isso, se programam para gastar menos e consequentemente se adaptam a um novo modo de consumo. Com isso, a tendência é voltar a um patamar anterior ao atual”, explica.

Dicas para evitar a inadimplência

O diretor do SCPC Passo Fundo faz algumas considerações como alerta, para o consumidor evitar a inadimplência. “Aconselho que os consumidores comprem dentro do seu orçamento, ainda, que nunca emprestem cheque ou seu nome para terceiros, por mais conhecidos que sejam”, alerta, ao destacar ainda, que o ideal é economizar para algumas eventualidades. “Sempre acontece algum contratempo que não está na programação do mês, e o ideal é sempre economizar para ter essa reserva e não ficar inadimplente. Por fim, recomendamos que os consumidores cuidem do seu crédito. As pessoas não precisam ter dinheiro, mas ter crédito. Hoje se consome em qualquer lugar desde que se tenha crédito”, finaliza Ceolin.