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A alimentação do nordestino das classes

A alimentação do nordestino das classes
A alimentação do nordestino das classes A e B é melhor do que a dos brasileiros de outras regiões. É o que aponta tese defendida pelas nutricionistas alagoanas Tatiane Ramalho e Joana Regueira, comprovada pela pesquisa ‘Barreiras para uma Vida Saudável’, promovida on-line pelo Ibope Conecta, em parceria com a Centrum Vitamints. Ou seja, itens como macaxeira, inhame, batata doce, ovo, uma variedade de frutas, entre outros alimentos ricos no bom carboidrato, em vitaminas, fibras, magnésio e outros minerais, são fundamentais para uma alimentação saudável.
Numa comparação com a média mundial, porém, a pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros de classes altas não come a quantidade recomendada de frutas e verduras no seu dia a dia, percentual que chega a mais de 80% nos dias mais agitados, expondo-os a deficiências nutricionais. No geral, 61% dos nordestinos declaram não ter uma alimentação balanceada ou tê-la somente às vezes, enquanto na região Sul o percentual chega a 73%.
A nutricionista Tatiane Ramalho revela que a alimentação ideal exige uma diversificação dos alimentos e defende ainda que é possível se alimentar bem, mesmo tendo uma rotina de trabalho muito agitada.
“[A dieta] deve conter frutas, verduras, legumes, hortaliças, bem como a proteína – seja ela vegetal ou animal –, os cereais integrais e as gorduras de boa qualidade. Nós, nordestinos, temos o hábito de comer as raízes, carboidratos complexos. Quanto menos optarmos por produtos industrializados, melhor”, afirma.
“[É melhor] usar os temperos caseiros. E a importância da hidratação, do consumo de água, nos intervalos das refeições. É possível ter uma alimentação saudável mesmo com uma rotina movimentada. O que falta na maioria das pessoas é organização. Existem várias opções de restaurantes saudáveis, bem como a famosa marmita, que você pode levar de casa”, acrescenta a especialista.
Ramalho aponta ainda que é necessário comer o básico, sem exagerar na dose, dando preferência às frutas, legumes e verduras da estação, do mês; consumindo o famoso arroz integral com feijão; cereais integrais, como semente de abóbora, de linhaça, chia, farelo de aveia, leite e derivados, de preferência, vegetal. Além de proteínas, como peixe, partes magras de frango e até mesmo carne vermelha.
Porém, a especialista alerta para os produtos que não devem ser ingeridos de forma alguma, como os carboidratos simples e de alto índice glicêmico, como sorvetes, bolos, doces, confeitos. “Também industrializados, principalmente se tiver na embalagem o T de transgênicos, e que contenham glutamato monossódico”, alerta Tatiane.
Ao contrário do que muitos pensam, a alimentação correta não precisa estar associada à condição financeira porque, segundo informou Ramalho, é muito mais questão de didática [no sentido de buscar orientação].
A reportagem questionou sobre a pesquisa que analisa a alimentação do alagoano em relação às demais regiões do País e se isso seria uma regra. “Depende, mas atualmente existe muito mais essa preocupação, tanto com a saúde quanto com a estética, de se alimentar melhor”, acrescentou.